Em 1973, um grupo de bancos tinha um problema: nenhum deles confiava em um concorrente para operar as conexões entre eles. Então, 239 deles criaram a SWIFT e se tornaram seus proprietários em conjunto.

Ontem, dez bancos europeus fizeram a mesma coisa com blockchain. ABN AMRO, DekaBank, DZ BANK, LBBW, Natixis e outros cinco lançaram a Regulated Layer One (RL1), uma cooperativa de Luxemburgo que assume a rede da SWIAT: três anos em produção, mais de 50 transações, mais de €700 milhões ($808 milhões) liquidados. A tecnologia já existia. Os proprietários são novos, e foi isso que me chamou a atenção.

O que aconteceu

Em 28 de julho, dez instituições lançaram a RL1 como uma Sociedade Cooperativa Europeia (SCE) em Luxemburgo: ABN AMRO, Cecabank, Chartered Investment, Crédit Mutuel Alliance Fédérale, DekaBank, DZ BANK, LBBW, Natixis CIB, SC Ventures (braço de investimentos em novos negócios do Standard Chartered) e Seturion (Boerse Stuttgart Group). Todos os membros têm o mesmo poder de voto.

A SWIAT, empresa de blockchain criada pelo DekaBank e que depois recebeu LBBW e SC Ventures como acionistas, transferiu sua rede permissionada para a cooperativa e permanece como parceira técnica. Portanto, a RL1 não começa do zero. A infraestrutura já vem sendo usada para emitir títulos de dívida digitais sob a lei alemã eWpG desde 2023. Primeiros casos de uso: títulos de dívida tokenizados, dinheiro digital regulado e garantias on-chain.